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Archive for the ‘música’ Category

beijinhos e peixinhos

Vai minha tristeza e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

Chega de saudade, João Gilberto

Roubado daqui, para não esquecer.

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planos para a rentrée

Eu vou…

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luar

No sábado lá fomos até Guimarães ouvir o senhor da música dos Balcãs, bater palmas ao ritmo das percussões e dos metais, abanar pernas e ombros, cantarolar palavras de uma língua estranha, como esta mesecina, que adoro:
Nema vise sunca
Nema vise meseca
Nema tebe, nema mene
Niceg vise, nema joj.
Pokriva nas ratna tama
Pokriva nas tama joj.
A ja se pitam moja draga
Sta ce biti sa nama?
Mesecina, mesecina,
joj, joj, joj, joj
Sunce sija ponoc bije,
joj, joj, joj, joj
Sa nebesa, zaproklija
Niko ne zna, niko ne zna
Niko ne zna, niko ne zna
Niko ne zna sta to sija

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na terra dos sonhos

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas faces estudadas do senhor Doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a piorNa terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Ai! Mas esqueci-me de dar-lhe também um pouco de atenção
E a minha solidão voltou, não me largou a mão um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o mundo inteiro á tua altura
Tens de olhar p´ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar
E se ás duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanço, está ao teu alcançe tens de o encontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar

Jorge Palma

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O passado é um país distante
que distante é a sombra da voz
o passado é a verdade contada
por outro de nós

Estranho som
o da memória a recordar
ao longe reconheço a casa
e a língua familiar
estranho, o som da língua
na frase familiar
o mar
galgou numa outra língua, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranha sombra
a que por vezes cobre o olhar
dir-se-ia que escurece só
p’ra então iluminar
as sombras a retalho
na face familiar
o mar
galgou por sobre a sombra, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranho sono
o que nos faz rememorar
na rua paralela o passo
outrora familiar
há casas tão inundadas
na rua familiar
o mar
galgou por sobre a rua, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Sérgio Godinho

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my kind of valentine

For all the bachelors out there tonight.

Yeah, for anybody who’s ever whistled this song (plays the wedding march). Or maybe you’ve whistled it but you’ve lost the sheet music. Eh-heh-heh-heh. This is eh….

Well, actually, I don’t mind going to weddings or anything. As long as it’s not my own, I show up.

But, eh… I’ve always kind of been partial to calling myself up on the phone and asking myself out. You know… (whoops from the audience). Oh yeah, you call yourself up too, huh? Yeah… Well, one thing about it, you’re always around! Yeah, I know. Yeah, you ask yourself out, you know. Some class joint somewhere. The Burrito King or something. You know… Well, I ain’t cheap, you know. Take yourself out for a couple of drinks maybe, you know. Then you’ll be… some provocative conversation on the way home. And park in front of the house, you know, and you… Oh yeah, you´re smooth with it… you know, you put a little nice music on. Maybe you put on like… you know… like shopping music, something that’s not too interruptive, you know. And then, you know, and eh… slide over real nice, you know, say, ‘Oh, I think you have something in your eye’. Eh-heh-heh. Well, maybe it’s not that romantic with you, but Christ, I… you know! It ain’t… you know… Take myself up to the porch, and take myself inside. Oh, maybe… I make a little something, a brandy snifter or something. Would you like to listen to some of my back records. I got something here…

Well, usually about 2.30 in the morning you’ve ended up taking advantage of yourself and… there ain’t no way around that, you know. Yeah, making the scene with a magazine, there ain’t no way around… I’ll confess, you know, I’m no different, you know. I’m not weird about it or anything. I don’t tie myself up first, I just… you know. I just kind of… spend a little time with myself. So this is kind of a little anthem here…

Intro from “Better off without a wife”, do álbum Nighthawks At The Diner, by Mr. Tom Waits

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bachelor no. 2

É em momentos como este que me apercebo que o Porto ainda fica na periferia.
Adorava ter estado lá.

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