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Archive for September, 2008

será o Outono?

Senhor: é mais que tempo. O Verão foi muito intenso.

Lança a tua sombra sobre os relógios de sol

e por sobre as pradarias desata os teus ventos.

Ordena às últimas frutas que fiquem maduras;

dá-lhes ainda mais uns dois dias de calor,

leva-as à completude e não deixes de pôr

no vinho pesado sua última doçura.

Quem não tem casa, não a irá mais construir.

Quem está sozinho, vai ficá-lo ainda mais.

Insone, há-de ler, escrever cartas torrenciais

e correr as aléias num inquieto ir-e-vir

enquanto o vento carrega as folhas outonais.

Rainer Maria Rilke, retirado de Mulher procura homem impotente para relacionamento sério

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Falava sobre a idade, a influência desta nos comportamentos, sobre os homens e as mulheres. Sobre a ideia de beleza ao longo dos tempos e (não) presença da magreza.

Falava dos quilos que ganhou graças à Cadbury, dos que não consegue perder entre as 22h e a meia-noite. Sobre culpa e penitência.

Parecia efeminado, mas dizia-me fazer compras para casa, para a esposa, para os meninos.

Falava de viagens para Norte, da minha Londres e da Escócia.

Por entre perguntas cirúrgicas, avaliações de carácter e prescições.

Gala contemplando el Mediterraneo, que vista desde veinte metros se convierte en el retrato de Abraham Lincoln – Homenaje a Rothko- Lincoln en Galavision (Primera version)
Salvador Dali, 1974-1975; 4.45 x 3.5 m; Fundación Gala-Salvador Dalí, Figueras (First version)

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beijinhos e peixinhos

Vai minha tristeza e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

Chega de saudade, João Gilberto

Roubado daqui, para não esquecer.

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tortura

gato nos lençois Pictures, Images and Photos

Os olhos emperram, cerram-se com força, recusam-se a abrir. A Maria vem e ataca-me o nariz, permanentemente de fora dos lençóis, como que a acordar-me, a chamar-me para a brincadeira das suas patas, das suas trincas, dos seus saltos e ataques.

A custo reajo, maldigo mentalmente todos os despertadores que tocam e todos os pensamentos que me acordam antes do tempo, antes do corpo sentir a necessidade de sair da cama.

E venho para aqui, para a sala branca, os olhos ainda a quererem fechar e a mostrar veementemente a sua força, domínio do corpo sobre a mente.

(não é a maria, mas bem menina para pose semelhante é ela!)

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mamma mia!

Boa disposição, amor, finais felizes, risadas, tudo o que eu estava a precisar depois de um fim-de-semana mais atribulado. E que vontade de cantar, dançar ao som daquelas músicas que fazem parte do nosso imaginário.

Nos próximos dias, a banda sonora acompanha-me no carro, para trazer o sol grego aos meus dias.

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it´s raining again

Com a chuva de regresso questiono-me sobre o efeito do tempo no humor, sobre as razões que fazem as gotas de água que caem lá fora caírem também no meu rosto.

Ou será que apenas me faltam horas para dormir, sonhos para sonhar, dias para não acordar?

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o meu caminho

Estou perdida, sabes? Procuro o meu caminho e não encontro as migalhas que fui deixando. Será que me esqueci de as deixar? Ou será que desapareceram, se fundiram com a natureza, após tanto tempo de abandono?

Tenho que começar de novo, que construir um novo caminho, desta vez a um, e, esperar que, a pouco e pouco, reconheça as pedras, os rios, as planíceis e os percursos atribulados.

Sempre em frente, em direcção ao horizonte, aos sonhos.

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