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Archive for May, 2007

Enquanto está sozinha, Gabrielle conhece Bill, e começam a falar sobre como é ser solteiro outra vez e voltar aos encontros e a conhecer pessoas novas. Bill admite ter participado de uma festa organizada por uma qualquer agência de encontros e, ao chegar ao local, ter ficado parado no átrio, assustado por todas aquelas pessoas sozinhas, desorientadas, à procura. Só então apercebeu que também ele era uma delas.

(The miracle song – Desperate Housewives – T3,10)

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um beijo e um sorriso

“Assim. Quer dizer, uma das mãos aqui, a outra mais abaixo. As duas mãos aqui. As duas mãos mais abaixo. A mão que estava mais abaixo aqui, a mão que estava aqui mais abaixo. Depois pegas-me na cara, depois fechas os olhos, depois beijas-me. Depois afastas-te de mim. Depois sorris. Depois esperas que eu sorria. Depois como não sorrio, deixas de sorrir. Depois uma espécie de alarme na tua cara. Depois alarme mesmo. Depois
– Passa-se alguma coisa contigo?”

António Lobo Antunes in Uma laranja na mão, Terceiro Livro de Crónicas

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Por estes dias cada vez me parece mais difícil de alcançar.
De tanto evitar, desaprendi de falar.

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Mais tarde, com as amigas, aproximava-me mais das faladoras, como se esperasse que o jeito se pegasse.
Mas, não. Ouvi-as embevecida, admirava-as, respondia-lhes, analisava e questionava apenas, coisa pouca, treinava o ouvido, a análise e alguns conselhos.
Com o tempo os ouvidos ficavam mas as conversas foram mudando, os desabafos também, como se não houvesse ali capacidade de desenvolver algo mais.
Como se a conversa, de tanto monólogo, morresse.

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arte de conversar

Sou filha única. A minha casa poucas vezes estava cheia de gente e muito menos de crianças. Apareciam as primas para brincar, nenhum vizinho e nenhum amigo de que eu tenha recordação.
Como se as brincadeiras e as conversas ficassem fora de casa.
Em casa estavam os pais, os mimos, os avós, o trabalho de todos, o espaço vazio só para mim, a gata, os gelados.
Na altura não me lembro que me fizesse falta, mas hoje reconheço a falta de treinos.

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Penso nos dias e nas noites passadas, nas conversas que nunca tive e que não sei se alguma vez terei.
Penso no que gostaria de ter tido, comparo o que não tenho ao que tenho e parece-me pouco.
Esqueço-me tantas vezes do tanto que tive e tenho, do mundo que me agarra.
Quero mais, sempre mais, dos outros.
De mim apenas quero menos.

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A minha relação com a comida é de amor-ódio: amor à comida, não amor próprio.

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