Os olhos emperram, cerram-se com força, recusam-se a abrir. A Maria vem e ataca-me o nariz, permanentemente de fora dos lençóis, como que a acordar-me, a chamar-me para a brincadeira das suas patas, das suas trincas, dos seus saltos e ataques.
A custo reajo, maldigo mentalmente todos os despertadores que tocam e todos os pensamentos que me acordam antes do tempo, antes do corpo sentir a necessidade de sair da cama.
E venho para aqui, para a sala branca, os olhos ainda a quererem fechar e a mostrar veementemente a sua força, domínio do corpo sobre a mente.
(não é a maria, mas bem menina para pose semelhante é ela!)
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